Artigos | v. 4 n. 1 (2026)
Anna Luiza Mendonça Marcelino Fernanda Vitória de Souza Cordeiro Laura Barros Rodrigues de Oliveira Almir Marques do Nascimento
Informações do autor
Informações do autor
Informações do autor
Informações do autor
Publicado em janeiro 30, 2026
A compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem avançado significativamente nas últimas décadas, revelando sua natureza complexa e os impactos no desenvolvimento infantil. Essa condição do neurodesenvolvimento se caracteriza por alterações na comunicação, interação social e padrões comportamentais repetitivos. Diante desse cenário, cresce a atenção para o papel do diagnóstico precoce como fator determinante para melhores prognósticos. Apesar disso, desafios persistem, como a carência de profissionais especializados, a limitação de serviços e lacunas nas políticas públicas de inclusão. Para investigar a efetividade das intervenções precoces, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas plataformas Google Acadêmico e SciELO, utilizando os descritores “intervenção antecipada TEA”, “diagnóstico precoce TEA” e “instrumentos de diagnóstico TEA”. Foram inicialmente identificadas 26.411 publicações; após aplicação dos critérios de inclusão (artigos entre 2018 e 2023, texto completo e foco em crianças com TEA) e exclusão (duplicatas, estudos com adultos ou sem relevância clínica), 24 artigos compuseram a análise qualitativa. Os achados indicam que abordagens estruturadas, como Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Early Start Denver (ESDM), promovem avanços significativos nas habilidades sociais, comunicativas e adaptativas, especialmente quando iniciadas precocemente. Programas que envolvem família e escola mostraram-se mais eficazes na promoção da autonomia e inclusão. Contudo, permanece a necessidade de ampliar a formação profissional e a oferta de serviços especializados, sobretudo em regiões com menor acesso. Conclui-se que a intervenção precoce é essencial para o desenvolvimento integral da criança com TEA, sendo indispensável a atuação multidisciplinar, o engajamento familiar e o suporte educacional, aliados a políticas públicas que garantam acesso equitativo e formação continuada..
