Periódico de Acesso Aberto

QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

Idioma

Revista Universitária Brasileira

e-ISSN: 2965-3215


Resumo

A transferência do parto para o hospital no século XX transformou-o em um processo sob controle médico e tecnocrático, resultando na medicalização excessiva e na perda do protagonismo feminino. No Brasil, esse cenário se expressa nas altas taxas de cesarianas e na prevalência de violência obstétrica, entendida como conduta desumanizada baseada em normas de gênero, que gera sofrimento psíquico e compromete o vínculo mãe-bebê. Esta revisão integrativa analisou produções científicas (2020–2025) que relacionam o tipo de parto e o sofrimento psíquico no puerpério, com base em referenciais de Michel Foucault e Judith Butler. Os achados mostram que o tipo de parto e o contexto emocional e institucional influenciam significativamente a saúde mental materna. A perda de autonomia, o silenciamento e práticas intervencionistas estão associados a trauma, sintomas depressivos e dificuldades na vinculação inicial. A cesariana não planejada apresenta maior associação com sintomas de depressão pós-parto. A Psicologia se destaca como essencial na humanização do parto, oferecendo escuta qualificada e promovendo autonomia, permitindo que o parto seja ressignificado como experiência de empoderamento e reconstrução subjetiva.

 

Palavras-Chaves: parto, puerpério, sofrimento psíquico, violência obstétrica, saúde mental materna. 

 

Licença

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Copyright (c) 2026 Mayelle Celis Américo Ferreira da Silva, Samuel Mia Galindo, Wagner Pierre Monteiro de Bourbon Reinaldo