Artigos | v. 4 n. 1 (2026)
Nayara Felix Oliveira Hexilly Luizi da Costa Guimarães Bruno Melo Moura
Informações do autor
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Publicado em janeiro 30, 2026
Este estudo apresenta uma revisão bibliográfica qualitativa, realizada no Google Acadêmico, com 21 artigos sobre a inclusão laboral de profissionais neurodivergentes no Brasil. Os resultados foram organizados em quatro eixos. O primeiro examina marcos legais, como a LBI e a Lei nº 12.764/2012, e evidencia a distância entre garantias normativas e sua efetivação, sobretudo pela ausência de incentivos, capacitação e adaptações funcionais. O segundo discute barreiras culturais e organizacionais que sustentam estigmas, práticas de recrutamento excludentes e ambientes pouco preparados, o que ajuda a explicar a baixa taxa de ocupação de adultos autistas (10–22%) e a permanência de desigualdades estruturais. O terceiro analisa o papel da tecnologia, da inteligência artificial e do design inclusivo como facilitadores de rotinas, comunicação e avaliação de desempenho, ampliando a autonomia e potencializando altas habilidades frequentemente presentes nesse público. O quarto aborda educação, gênero e visibilidade social, ressaltando o diagnóstico tardio em mulheres, a sobrecarga de mães atípicas e a sub-representação de docentes autistas, fatores que atravessam a trajetória profissional. Identificam-se lacunas na adaptação de processos de recrutamento, treinamento e avaliação, ainda voltados genericamente a PcD, sem considerar especificidades da neurodivergência. Conclui-se que a inclusão efetiva requer compromisso intersetorial, formação continuada de lideranças e equipes, ajustes procedimentais com métricas claras e cultura organizacional acolhedora, capaz de transformar cotas em pertencimento, desempenho e inovação.
