Artigos | v. 4 n. 5 (2026)
Nely Virgínia Félix dos Santos Letícia de Barros Godoi Ana Beatriz Gomes de Lima Ivanildo Pedro Pessôa de Melo Filho Izabela Oliveira de Barros Nonato
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Publicado em setembro 21, 2026
Sendo classificada como uma prática recorrente na população, a automedicação é definida como o consumo de fármacos sem orientação prévia de um profissional de saúde, impulsionada pelo fácil acesso aos medicamentos e pela busca por alívio rápido de sintomas leves. Entretanto, essa prática está associada a riscos relevantes à função renal e à confiabilidade dos exames laboratoriais. O presente estudo teve como objetivo analisar os impactos da automedicação sobre a função renal, bem como as principais alterações urinárias e interferências laboratoriais decorrentes do uso indiscriminado de medicamentos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Scielo e PubMed, utilizando os descritores “Self-medication”, “Drugs” e “Public health”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR, considerando publicações entre 2016 e 2025. Os resultados demonstraram que o uso inadequado de fármacos, especialmente anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e antibióticos, pode comprometer a homeostase renal por meio da redução do fluxo sanguíneo renal, diminuição da taxa de filtração glomerular e alterações hidroeletrolíticas. Além disso, exames de urinálise possibilitam a identificação precoce de alterações como proteinúria, hematúria e presença de cilindros, enquanto determinados medicamentos podem gerar resultados falso-positivos ou falso-negativos. Conclui-se que a automedicação representa um problema de saúde pública multifatorial, evidenciando a necessidade de ações educativas, monitoramento laboratorial e estratégias que promovam o uso racional de medicamentos.
