Artigos | v. 4 n. 5 (2026)
Letícia Francisca do Nascimento Silva Crislayne Tamires da Silva Soares Rayane Oliveira Bezerra da Silva Andriu dos Santos Catena
Informações do autor
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Publicado em setembro 21, 2026
A gravidez é um período marcado por alterações fisiológicas, hormonais e imunológicas que aumentam a vulnerabilidade a infecções. A infecção do trato urinário (ITU) destaca-se como a infecção bacteriana mais comum entre gestantes, acometendo cerca de 8% a 20% dessa população, sendo frequentemente causada por Escherichia coli e/ou outras bactérias gram-negativas. Este estudo tem como objetivo identificar os principais fatores de risco associados à ITU na gestação, bem como evidenciar a importância da atuação do enfermeiro no diagnóstico precoce e na prevenção de complicações materno-fetais. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Science Direct, LILACS e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas inglês, português e espanhol. As evidências apontam associação entre ITU e desfechos obstétricos adversos, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. Tais eventos estão relacionados a fatores epidemiológicos, comportamentais e de estilo de vida, além de comorbidades, alterações fisiológicas da gestação e uso inadequado de antimicrobianos. Destaca-se que a ausência de manejo terapêutico racional contribui para agravamento do quadro e para o aumento da resistência bacteriana. A ITU na gestação permanece como um relevante problema de saúde pública, especialmente entre mulheres com comorbidades ou hábitos de risco. Dessa forma, o fortalecimento do rastreamento, da educação em saúde e da assistência pré-natal qualificada mostra-se essencial para a prevenção de complicações maternas e neonatais.
