Artigos | v. 4 n. 3 (2026)
Maria Luciana Dias Lênio José de Pontes Costa Carolina Ribeiro Córdula
Informações do autor
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Publicado em maio 23, 2026
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) representa um desafio crescente para o Sistema Único de Saúde (SUS), no qual o diagnóstico e a intervenção precoces são determinantes para o prognóstico infantil. O enfermeiro, como gestor do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), configura-se como um elo essencial para a criança e sua família. No entanto, a atuação ideal da enfermagem enfrenta obstáculos, como a invisibilidade sistêmica e a falta de protocolos específicos. Este estudo objetivou investigar as intervenções do enfermeiro da APS no cuidado ao TEA, desde o rastreamento de sinais de alerta até a coordenação da rede de saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, Medline, BVS e BDENF (2022-2025). A análise identificou convergências cruciais entre a prática assistencial e as novas diretrizes da Linha de Cuidado (MS, 2025), destacando o uso da Escala M-CHAT-R/F e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como ferramentas fundamentais para a qualificação da assistência integral e o fortalecimento do papel do enfermeiro no rastreamento precoce.
