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QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

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Revista Universitária Brasileira

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2965-3215


Resumen

Introdução: O abuso sexual na infância (ASI) constitui uma violação grave dos direitos da criança e um fator de risco estabelecido para transtornos psíquicos ao longo da vida. Evidências neurobiológicas e epidemiológicas indicam que experiências de abuso precoce estão associadas a alterações no processamento emocional, regulação do estresse e maior prevalência de quadros clínicos severos na vida adulta. Objetivos: Sintetizar, por meio de revisão integrativa, as evidências recentes sobre (1) a associação entre ASI e transtornos mentais em adultos; (2) os mecanismos psicopatológicos e neurobiológicos subjacentes; (3) as intervenções terapêuticas empregadas e seus desfechos; e (4) implicações clínicas e de saúde pública. Metodologia: Foi realizada revisão integrativa nas bases PubMed SciELO BVS e LILACS, com busca por termos em português e inglês relativos a “child sexual abuse”, “mental disorders”, “PTSD”, “depression”, “anxiety” e correlatos, limitada ao período 2019–2025. Resultados: Foram selecionados, 43 artigos. Os estudos incluídos convergiram para uma associação entre ASI e maior risco de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtornos depressivos e ansiosos, disfunções sexuais, distúrbios de regulação emocional e comportamentos autodestrutivos. Evidências apontam alterações neurobiológicas envolvendo hiperatividade amigdalar e disfunção dos circuitos de regulação emocional. Intervenções com evidência de eficácia incluem terapias estruturadas (Cognitive Processing Therapy — CPT; modelos em fases com STAIR + EMDR ou Terapia Narrativa), neurofeedback focalizado na amígdala (AMYG-EFP), EMDR, programas intensivos experiencial/holísticos e paradigmas de escrita expressiva on-line; esses relatos indicam redução de sintomas traumáticos e melhora no funcionamento sexual e na regulação emocional quando aplicadas de forma integrada e faseada. Conclusão: O ASI produz impactos multidimensionais persistentes na saúde mental adulta, exigindo intervenções transdiagnósticas, personalizadas e centradas no trauma. Resultados sugerem que modelos terapêuticos em fases e abordagens que associem reprocessamento traumático à regulação emocional (incluindo técnicas neuromodulatórias emergentes) são promissores.

 

Palavras-chave: abuso sexual infantil; transtornos mentais; TEPT; saúde mental; psicoterapia.

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