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QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

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Revista Universitária Brasileira

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2965-3215


Resumen

O cuidado de pacientes oncológicos, especialmente em estado terminal, exige uma abordagem que ultrapasse os limites da medicina tradicional, incorporando dimensões subjetivas, emocionais e espirituais da experiência humana. A espiritualidade, entendida como a busca por sentido, conexão com o transcendente e apoio emocional diante da finitude, tem sido reconhecida como um fator relevante na qualidade de vida desses pacientes. A psicologia hospitalar, ao integrar aspectos espirituais ao processo terapêutico, contribui para um cuidado mais humanizado e alinhado às crenças e valores individuais. Este estudo tem como objetivo refletir sobre a articulação entre psicologia e espiritualidade nos cuidados oncológicos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO, PubMed e LILACS, com a seleção de artigos publicados entre 2009 e 2022, nos idiomas português e inglês. Os resultados indicaram que a espiritualidade promove resiliência, conforto emocional e suporte psicológico, contribuindo para a redução da ansiedade e sintomas depressivos. Facilita a aceitação do diagnóstico, adesão ao tratamento e a comunicação com a equipe multiprofissional, sendo também importante na elaboração do luto em contextos de terminalidade. A psicologia hospitalar atua de forma empática e sensível, reconhecendo e acolhendo as necessidades espirituais e emocionais dos pacientes, o que favorece a ressignificação do sofrimento. Apesar do reconhecimento crescente da espiritualidade na prática clínica, profissionais ainda relatam desafios éticos, técnicos e formativos para sua integração. O psicólogo, ao acolher as expressões espirituais com ética e empatia, contribui para uma abordagem integral que contempla corpo, mente e espírito. A integração entre psicologia e espiritualidade amplia os recursos terapêuticos nos cuidados oncológicos, promovendo acolhimento mais humanizado. Reforça-se, assim, a importância de fortalecer a psicologia hospitalar e sua articulação com a espiritualidade nas políticas públicas de saúde.

 

Palavras-Chaves: Espiritualidade, Psicologia, Cuidados paliativos.

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