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QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

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Revista Universitária Brasileira

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Resumen

Segundo D. W. Winnicott¹, em um dos seus textos denominado como “Recordações do Nascimento, trauma do nascimento e ansiedade”, a mãe saudável geralmente é suficiente boa para o seu bebê e o estado de preocupação materna primária garante sua identificação com o filho facilitando que ela possa se conectar. Sendo assim, o meio social pode auxiliar garantindo à genitora um entorno seguro no exercício do seu papel¹. Contudo, no Brasil, esse dever social de garantir amparo materno nem sempre é uma prática frequente, uma prova disso é a violência obstétrica racial¹. De acordo com a pesquisa “Nascer No Brasil 2”, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, cerca de 60% das mulheres negras sofrem violência obstétrica. Tal prática, pode gerar sofrimentos psíquicos, tais como: Ansiedade, depressão pós-parto (DPP), transtorno pós-traumático (TSPT), etc2., Sendo assim, este estudo tem como objetivo compreender a persistência da violência obstétrica amparada pela cor ou raça, que se constitui como sendo uma problemática na saúde pública. Para essa revisão, foram utilizadas as plataformas Google acadêmico, Scopus, Scielo e Pubmed para encontrar estudos que explorem a interseção do tema, todos publicados nos últimos 5 anos, além disso, obras literárias foram utilizadas na área da psicologia. Após a busca foram selecionados 60 artigos e foram utilizados 14 nesse resumo. O critério de exclusão dos outros 46, foi a fuga da temática, pois não abordavam às mulheres negras diante da violência obstétrica. Se conclui que é de extrema importância pesquisar e conhecer os aspectos emocionais relacionados a gravidez, ao parto e ao puerpério, uma vez que essas fases são importantes para a saúde mental da mãe e do bebê, a persistência da violência obstétrica evidencia falhas no sistema de atendimentos, onde muitas vezes não se leva em consideração o protagonismo da gestante fazendo-as passar por métodos invasivos e dolorosos.

 

Palavras-Chaves: Violência Obstétrica, peregrinação no parto, racismo, preconceito e depressão pós-parto.

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