Resumos - Pré Prints | v. 4 n. 4 (2026)
Camila Alexandre Barbosa da Silva Gabrielle Santos da Silva Lira Inês Kayne Nogueira da Silva Tamara Táxima Nascimento
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Publicado em maio 29, 2026
O Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) caracteriza-se por padrões persistentes de desrespeito às normas sociais, impulsividade, hostilidade e déficits significativos na capacidade de empatia. Este trabalho teve como objetivo analisar as principais evidências neurobiológicas e comportamentais relacionadas ao TPA, articulando como alterações em estruturas cerebrais específicas contribuem para padrões antissociais ao longo da vida. Para a construção da revisão, foram realizadas buscas sistemáticas nas bases PubMed, SciELO e PsycINFO, utilizando combinações de descritores como “antisocial personality disorder”, “neurobiology”, “amygdala dysfunction”, “prefrontal cortex” e “antisocial behavior”. Os critérios de inclusão abrangeram artigos publicados entre 2000 e 2025, revisões sistemáticas, estudos clínicos, pesquisas em neuroimagem e estudos com correlações comportamentais. A análise da literatura selecionada identificou disfunções consistentes na amígdala, no córtex pré-frontal ventromedial e no sistema dopaminérgico, associadas à diminuição da responsividade emocional, maior insensibilidade à punição e aumento da busca por recompensas imediatas. Esses achados se relacionam com padrões comportamentais característicos, como impulsividade, manipulação e agressividade. Conclui-se que o TPA é um fenômeno multideterminado, influenciado pela interação de fatores biológicos, ambientais e sociais, e que sua compreensão exige uma abordagem integrada e interdisciplinar.
Palavras-Chaves: Transtorno de Personalidade Antissocial; TPAS; neurociência; neuroimagem; comportamento; psicologia clínica; Terapia Cognitivo-Comportamental.
