Resumos - Pré Prints | v. 4 n. 4 (2026)
Stephanie Kalie Bezerra Sousa Gilson Luiz de Amorim Melo
Informações do autor
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Publicado em maio 29, 2026
O período universitário representa uma fase crítica de desenvolvimento psicossocial, marcada por transições acadêmicas, emocionais e identitárias que se tornam desafiadoras para jovens LGBTQIAPN+. Estes estudantes enfrentam não apenas os estresses comuns da vida acadêmica, como pressão por desempenho e adaptação a novos ambientes, mas também lidam com questões específicas relacionadas à sua orientação. O objetivo deste trabalho é descrever sinteticamente a jornada dos estudantes que fazem parte desta população, e através de dados estatísticos, mostrar que deve ser uma prioridade auxiliar no bem-estar deste grupo. Para compreender melhor as estratégias eficazes de prevenção, realizou-se uma revisão integrativa da literatura seguindo o método proposto por Whittemore e Knafl1, com busca sistemática nas bases Portal Regional da BVS, SciELO e PubMed utilizando os descritores "Universitários", "Suicídio" e "LGBTQIAPN+" em três idiomas. Dos 78 artigos inicialmente identificados, após aplicação dos critérios de inclusão (publicados entre 2018-2023, com texto completo disponível e foco em intervenções), selecionou-se 6 estudos para análise qualitativa aprofundada. Os resultados desta revisão destacaram três eixos principais de intervenção com comprovada eficácia. No âmbito do apoio psicológico individualizado, a Terapia Cognitivo-Comportamental adaptada para questões de identidade de gênero demonstrou reduzir em 40% os relatos de ideação suicida2. No que diz respeito às políticas institucionais, universidades que implementaram medidas concretas de inclusão registraram redução de 30% nos relatos de violência LGBTfóbica3. A experiência do "Setembro Amarelo Adaptado", que utilizou linguagem inclusiva e abordagem específica para questões LGBTQIAPN+, resultou em aumento de 25% na procura por serviços de saúde mental4. No plano individual, destaca-se a importância de terapias culturalmente sensíveis que validem as experiências específicas desta população. No âmbito institucional, a implementação de políticas de inclusão concretas mostra-se fundamental para criar ambientes acadêmicos mais seguros. E em nível de políticas públicas, há evidente necessidade de ampliar e divulgar serviços especializados de apoio.
Palavras-Chaves: Universitário; Suicídio; LGBTQIAPN+
