Periódico de Acesso Aberto

QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

Idioma

Revista Universitária Brasileira

e-ISSN: 2965-3215


Resumo

A Sífilis congênita é caracterizada pela transmissão vertical provocada pela bactéria gram-negativa Treponema pallidum 1,2,3. Trata-se de um grave problema de saúde pública no Brasil, com mais de 27 mil casos notificados em 2022, segundo o Ministério da Saúde 6. O objetivo deste trabalho foi caracterizar o perfil socioepidemiológico da Sífilis Congênita no Estado de Pernambuco no período de 2015 a outubro de 2024. Realizou-se um estudo transversal de caráter descritivo, no qual os dados foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), não sendo necessária aprovação do comitê de ética. A análise foi realizada utilizando os softwares ExcelⓇ (2016) e GraphPad PrismⓇ. A partir das variáveis idade, sexo, idade materna, evolução clínica, óbitos por município de notificação, realização de pré-natal relacionado aos óbitos confirmados e raça/cor materna, identificou-se maior incidência em Recife, em bebês de até 6 dias de vida, somando mais de 96% dos casos de SC, de mães jovens entre 15 e 29 anos de idade. Recife também foi o município com o maior registro de casos de natimortos/abortos (n = 362) de Pernambuco. Além disso, 59,94% (N=317) dos óbitos por SC ocorreram em bebês de mãe parda. Conclui-se, portanto, que há uma crescente no número de casos em Pernambuco, agravados pelas consequências que o diagnóstico tardio e o tratamento inadequado da gestante e de seu parceiro podem acarretar para o bebê, sendo necessária a capacitação de profissionais da saúde para o melhor manejo das gestantes na atenção básica. 

Licença

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Copyright (c) 2026 Evelyn Minervino da Silva, João Arthur Barros Oliveira, Nathaly Gabriele Silva dos Santos, Letícia Marjory Silva dos Santos, Izabela Oliveira de Barros Nonato